A baixa umidade do ar no Tocantins pode afetar a saúde durante o período seco, especialmente quando os índices ficam abaixo de 30%. O ar ressecado favorece irritações nas mucosas, desconforto nos olhos, sangramento nasal, pele seca e agravamento de doenças respiratórias, como asma, rinite e bronquite. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com problemas respiratórios ou cardiovasculares precisam de atenção redobrada.
Durante a estiagem, a presença de poeira, fumaça e poluentes também pode aumentar o desconforto. No Tocantins, o período seco costuma ser marcado por temperaturas elevadas e redução da umidade, condições que podem intensificar tosse, coriza, garganta seca, chiado no peito e falta de ar. (gov.br)
Quais são os principais efeitos do ar seco
A baixa umidade retira água das vias respiratórias e pode reduzir a proteção natural das mucosas. Por isso, são comuns sintomas como irritação no nariz e na garganta, tosse, espirros, olhos vermelhos ou com sensação de areia, dor de cabeça, cansaço e ressecamento da pele. Pessoas com asma, rinite, bronquite ou doença pulmonar obstrutiva crônica podem apresentar piora dos sintomas.
O risco aumenta quando o ar seco vem acompanhado de fumaça de queimadas. A combinação pode irritar as vias respiratórias e contribuir para crises alérgicas e respiratórias. Em caso de falta de ar intensa, dor no peito, confusão, desmaio ou piora rápida dos sintomas, é necessário procurar atendimento de saúde.
Como se proteger durante o período seco
- Beba água com frequência, mesmo que não esteja com sede. A hidratação ajuda o organismo a regular a temperatura e a manter as mucosas protegidas.
- Evite exercícios físicos ao ar livre nos horários mais quentes e secos, principalmente entre 10h e 16h, conforme orientações de saúde pública.
- Prefira locais arejados e protegidos do sol durante os períodos de maior calor.
- Umedeça o ambiente com recipientes de água, toalhas úmidas ou umidificadores. Equipamentos devem ser higienizados corretamente para evitar a proliferação de microrganismos.
- Use soro fisiológico nas narinas e, quando necessário, soluções lubrificantes nos olhos, seguindo orientação de profissional de saúde.
- Hidrate a pele e os lábios para reduzir o ressecamento e as rachaduras.
- Reduza a exposição à fumaça, poeira e queimadas. Mantenha portas e janelas fechadas quando houver fumaça intensa no ambiente externo.
O Ministério da Saúde recomenda aumentar a ingestão de líquidos, evitar atividades físicas nas horas mais quentes e adotar cuidados com a pele, os olhos e as vias respiratórias em períodos de baixa umidade. A orientação é especialmente importante quando os índices ficam abaixo de 30%. (bvsms.saude.gov.br)
Onde acompanhar os índices de umidade
Os moradores podem consultar os avisos meteorológicos e as previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A umidade pode variar ao longo do dia, geralmente atingindo os menores valores durante a tarde. Em situações de alerta, é importante seguir as recomendações das autoridades e adaptar a rotina para reduzir a exposição ao calor, à fumaça e ao ar muito seco.
Quem já faz tratamento para doenças respiratórias deve manter os medicamentos prescritos e não interromper o acompanhamento médico. A baixa umidade não substitui uma avaliação profissional: sintomas persistentes ou intensos precisam ser investigados em uma unidade de saúde.
Mais orientações sobre os efeitos do período seco podem ser consultadas na Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde e em materiais de orientação do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins.