O acompanhamento preventivo é uma das principais formas de cuidar da saúde do homem e identificar alterações ainda no início. Consultas regulares permitem avaliar pressão arterial, peso, hábitos de vida, vacinação, saúde mental, sexualidade e fatores de risco para doenças crônicas.
No Sistema Único de Saúde (SUS), a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem orienta ações voltadas à promoção da saúde, à prevenção de doenças e à ampliação do acesso dos homens aos serviços de saúde.
Como funciona o acompanhamento preventivo
O primeiro passo é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) para uma avaliação individual. Durante a consulta, o profissional pode perguntar sobre alimentação, atividade física, sono, consumo de álcool, tabagismo, uso de medicamentos, histórico familiar e sintomas recentes.
A partir dessas informações, podem ser indicados procedimentos e exames conforme a idade, as condições clínicas e os fatores de risco de cada pessoa. Entre os cuidados que podem fazer parte da rotina estão a aferição da pressão arterial, a avaliação do índice de massa corporal, a verificação da glicemia e do colesterol, testes rápidos, atualização da carteira de vacinação e acompanhamento de doenças já diagnosticadas.
Não existe uma lista única de exames que sirva para todos os homens. Por isso, a realização de testes deve ser orientada por um profissional, evitando tanto a falta de acompanhamento quanto exames desnecessários.
Sinais que exigem avaliação
O homem deve procurar atendimento quando perceber mudanças persistentes no corpo. Dificuldade para urinar, redução do jato urinário, aumento da frequência urinária, sangue na urina, dor sem causa aparente, perda de peso não planejada, feridas que não cicatrizam e alterações na função sexual precisam ser informados durante a consulta.
Esses sinais podem estar relacionados a diferentes condições e não significam, necessariamente, câncer. A avaliação profissional é importante para identificar a causa e definir os próximos passos.
Câncer de próstata: prevenção não é sinônimo de rastreamento automático
O câncer de próstata pode não apresentar sintomas no início. No entanto, o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (INCA) não recomendam o rastreamento populacional, ou seja, a realização sistemática de exames em homens sem sinais ou sintomas.
Segundo o INCA, a decisão sobre exames como PSA e toque retal deve considerar possíveis benefícios e riscos, em conversa individualizada com um profissional de saúde. Resultados alterados podem levar a novos exames, biópsias e tratamentos que nem sempre seriam necessários.
Hábitos que protegem a saúde
A prevenção também envolve manter alimentação equilibrada, praticar atividade física, evitar o tabaco, moderar o consumo de bebidas alcoólicas e manter o peso adequado. O cuidado inclui ainda a saúde mental, a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis e o uso de preservativo quando indicado.
Não é preciso esperar o Novembro Azul ou o surgimento de sintomas para buscar atendimento. A consulta preventiva pode ser o ponto de partida para acompanhar a saúde ao longo da vida, esclarecer dúvidas e reconhecer precocemente alterações que exigem tratamento.