sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Saúde

Fumaça de queimadas no Tocantins pode agravar problemas respiratórios; veja como se proteger

A fumaça das queimadas pode provocar tosse, irritação nos olhos, falta de ar e agravamento de doenças respiratórias. Saiba quais cuidados ajudam a reduzir a exposição no Tocantins e quando procurar atendimento médico.

A fumaça de queimadas no Tocantins pode prejudicar a saúde respiratória, principalmente durante períodos de estiagem, baixa umidade do ar e maior concentração de poluentes. A inalação de partículas finas, monóxido de carbono e outros gases pode irritar os olhos e as vias respiratórias, além de agravar doenças como asma, bronquite e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Segundo o Ministério da Saúde, a fumaça pode se deslocar por longas distâncias, conforme as condições do vento e do clima. Por isso, os efeitos não ficam restritos às áreas próximas aos focos de incêndio. No Tocantins, onde o período seco costuma aumentar a presença de poeira e fumaça no ar, a população deve acompanhar os alertas oficiais e reduzir a exposição sempre que a qualidade do ar estiver prejudicada.

Quais sintomas a fumaça pode causar

Os sinais mais comuns incluem ardência e vermelhidão nos olhos, lacrimejamento, irritação ou dor de garganta, tosse, coriza, dor de cabeça, chiado no peito e sensação de falta de ar. Pessoas que já têm doenças respiratórias podem apresentar piora dos sintomas e crises mais frequentes.

A exposição também pode afetar o sistema cardiovascular, sobretudo em pessoas idosas e em quem possui doenças cardíacas ou pulmonares. Sintomas como dor no peito, dificuldade intensa para respirar, tontura, confusão mental, palpitações ou coloração arroxeada nos lábios exigem atendimento médico imediato.

Cuidados para reduzir a exposição

  • Evite atividades físicas, exercícios e trabalhos pesados ao ar livre enquanto houver fumaça intensa.
  • Permaneça em ambientes fechados e mantenha portas e janelas fechadas nos períodos de maior concentração de poluentes.
  • Evite fumar e não use fogão a lenha, carvão, lareiras ou outras fontes de combustão dentro de casa.
  • Beba água regularmente para ajudar a manter as vias respiratórias hidratadas.
  • Acompanhe as previsões meteorológicas, os boletins de qualidade do ar e as orientações dos órgãos oficiais.
  • Se for necessário sair, utilize máscara do tipo N95, PFF2 ou P100, bem ajustada ao rosto, para reduzir a inalação de partículas.

A máscara não substitui a recomendação de permanecer em local protegido quando a fumaça estiver concentrada. Ventiladores devem ser usados com cuidado para não puxar ar poluído do ambiente externo. Quando houver ar-condicionado, a orientação é priorizar a recirculação do ar, conforme o equipamento permitir.

Quem precisa de atenção redobrada

Crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com asma, bronquite, DPOC, doenças cardíacas ou baixa imunidade estão entre os grupos mais vulneráveis. Esses moradores devem manter medicamentos prescritos disponíveis e seguir o plano de tratamento indicado por profissional de saúde. O uso de remédios não deve ser iniciado ou alterado por conta própria.

Em caso de piora da respiração, crise de asma, chiado persistente, dor no peito ou dificuldade para falar por falta de ar, procure uma unidade de saúde. Informações sobre qualidade do ar e orientações gerais podem ser consultadas no Ministério da Saúde e no painel oficial VigiAr. (gov.br)