sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Saúde

Ondas de calor no Tocantins exigem cuidados extras com crianças e idosos

Crianças e idosos são mais vulneráveis aos efeitos das ondas de calor. Saiba como prevenir desidratação, insolação e agravamento de doenças durante os dias quentes no Tocantins.

As ondas de calor no Tocantins exigem atenção especial de famílias, cuidadores e responsáveis por crianças e idosos. Esses grupos apresentam maior vulnerabilidade à desidratação, à insolação e ao agravamento de doenças durante períodos de temperaturas elevadas. A recomendação é reforçar a hidratação, reduzir a exposição ao sol e observar mudanças no comportamento e no estado de saúde.

Segundo o Ministério da Saúde, crianças e pessoas idosas estão entre os grupos mais suscetíveis aos efeitos do calor extremo. Nas crianças, a percepção de risco e a capacidade de regular a temperatura do corpo ainda estão em desenvolvimento. Entre os idosos, a menor sensação de sede, a redução da água corporal e a presença de doenças crônicas podem aumentar o risco de complicações.

Como proteger as crianças

Durante os dias mais quentes, os responsáveis devem oferecer líquidos com frequência e não esperar a criança pedir água. Também é importante mantê-la em locais ventilados, com sombra ou climatização, além de priorizar roupas leves, largas e de cores claras.

Atividades físicas, brincadeiras ao ar livre e exposição direta ao sol devem ser evitadas nos horários de maior calor. Quando possível, as atividades devem ser planejadas para o início da manhã ou o fim da tarde. A escola e outros espaços de convivência também devem assegurar pontos de hidratação e ambientes protegidos do calor.

Bebês em aleitamento materno exclusivo devem continuar recebendo leite materno. Em situações de vômito ou diarreia, a solução de reidratação oral deve ser utilizada somente conforme orientação dos serviços de saúde. Não é recomendado oferecer medicamentos, bebidas ou soluções caseiras sem orientação profissional.

Cuidados com pessoas idosas

Idosos podem não sentir sede mesmo quando já estão perdendo líquidos. Por isso, familiares e cuidadores devem oferecer água regularmente e acompanhar a ingestão ao longo do dia. Pessoas com doenças cardíacas, renais ou respiratórias, além das que usam diuréticos ou vários medicamentos, precisam de atenção redobrada.

O ambiente deve permanecer fresco e ventilado. Cortinas, persianas ou toldos podem ajudar a reduzir a entrada de calor, enquanto banhos frescos e panos úmidos no rosto, pescoço e punhos podem contribuir para o conforto térmico. Bebidas alcoólicas e o excesso de cafeína devem ser evitados, assim como atividades físicas nos horários de maior exposição solar.

Também é importante manter contato frequente com idosos que moram sozinhos. A criação de uma rede de apoio ajuda a identificar rapidamente sinais de piora e reduz o risco de que a pessoa permaneça sem assistência durante um episódio de calor intenso.

Sinais de alerta

Transpiração excessiva, fraqueza, tontura, dor de cabeça, náusea, cãibras, diarreia, pele fria e pegajosa ou confusão mental podem indicar estresse pelo calor ou desidratação. A pessoa deve ser levada para um local fresco, receber atendimento e ser observada com atenção.

Confusão intensa, convulsões, desmaio, dificuldade para respirar ou perda de consciência são sinais de emergência. Nesses casos, é necessário acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192. Enquanto o socorro não chega, a orientação é retirar a pessoa do calor, remover o excesso de roupas e resfriar o corpo gradualmente. O Ministério da Saúde ressalta que a insolação pode causar danos graves e exige atendimento rápido. (gov.br)

As orientações são gerais e não substituem a avaliação de um profissional de saúde. Em caso de dúvida ou piora dos sintomas, procure uma unidade de saúde.