Mensagens sobre candidatos, urnas eletrônicas, pesquisas e regras de votação costumam circular com rapidez em redes sociais e aplicativos de mensagens. Antes de compartilhar esse tipo de conteúdo, o eleitor deve verificar a origem, a data e o contexto da informação. A recomendação também vale para conteúdos relacionados às eleições no Tocantins.
A Justiça Eleitoral mantém canais oficiais para esclarecer dúvidas e combater a desinformação. A consulta deve ser feita diretamente nos portais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO), sem depender apenas de capturas de tela ou mensagens encaminhadas.
Confira quem publicou a informação
O primeiro passo é identificar a fonte. Verifique se o conteúdo foi publicado por um órgão público, partido, candidato, veículo de imprensa ou perfil desconhecido. Uma imagem com logotipo oficial não é suficiente para comprovar autenticidade, já que páginas falsas podem reproduzir símbolos, cores e nomes de instituições.
Também é importante observar o endereço do site, o nome do perfil e a existência de informações sobre autoria. Textos sem data, sem indicação de fonte ou com chamadas alarmistas exigem cautela redobrada.
Pesquise antes de acreditar ou encaminhar
Uma busca pelo assunto em canais oficiais pode indicar se a informação procede. O TSE oferece a página Fato ou Boato, que reúne esclarecimentos e checagens sobre o processo eleitoral, o funcionamento das urnas, as regras de votação e conteúdos falsos que circulam na internet.
O eleitor também pode consultar a página de eleições do TRE-TO para encontrar informações sobre serviços, legislação, candidaturas, resultados e orientações específicas da Justiça Eleitoral no estado. Quando a mensagem tratar de uma regra ou prazo, é recomendável conferir a versão mais recente da informação, pois calendários e procedimentos podem mudar conforme o pleito.
Desconfie de cobranças e pedidos de dados
Mensagens que exigem pagamento imediato, solicitam dados pessoais ou bancários e ameaçam cancelar o título de eleitor devem ser tratadas como suspeitas. O TSE alerta que a Justiça Eleitoral não envia boletos nem cobra taxas por mensagens, e-mails ou ligações para regularizar pendências.
Em caso de dúvida sobre a situação eleitoral, o caminho indicado é acessar diretamente o portal oficial ou o aplicativo e-Título. Evite clicar em links recebidos por remetentes desconhecidos. Digitar o endereço do site no navegador ou usar o aplicativo oficial reduz o risco de cair em páginas falsas.
Analise fotos, vídeos e áudios
Imagens e vídeos podem ser antigos, editados ou apresentados fora do contexto original. Procure a publicação inicial, confira a data e compare o conteúdo com outras fontes confiáveis. Áudios atribuídos a autoridades ou candidatos também não devem ser considerados autênticos sem confirmação em canais oficiais.
Informações verdadeiras podem ser distorcidas quando uma declaração é recortada ou quando um fato de outra eleição é apresentado como atual. Por isso, a verificação deve considerar não apenas se o conteúdo existe, mas também quando, onde e em qual situação ele foi produzido.
Como denunciar desinformação eleitoral
Quando o conteúdo puder afetar a integridade das eleições, estimular o não comparecimento às urnas ou imitar comunicações da Justiça Eleitoral, o eleitor pode registrar um alerta no Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade). O serviço permite comunicar suspeitas relacionadas ao processo eleitoral.
Verificar antes de compartilhar é uma medida simples para reduzir boatos, golpes e informações fora de contexto. No debate político, a responsabilidade individual começa com uma pergunta básica: qual é a fonte e como essa informação pode ser confirmada?