A logística eleitoral no Tocantins entrou em uma das etapas decisivas para a realização do primeiro turno das Eleições 2026. A Justiça Eleitoral prepara, confere e organiza as urnas eletrônicas que serão encaminhadas aos cartórios e, posteriormente, aos locais de votação da capital e do interior do estado.
O trabalho precisa garantir que os equipamentos estejam disponíveis em todas as regiões no dia da votação, marcado para 4 de outubro. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins, a preparação contempla as urnas destinadas às 4.384 seções eleitorais tocantinenses, além dos equipamentos de contingência.
Preparação ocorre nos cartórios eleitorais
A operação começou simultaneamente nos cartórios eleitorais do estado em 23 de setembro e segue até 26 de setembro, conforme o cronograma definido pelo TRE-TO. A etapa inclui a geração das mídias, a instalação dos sistemas eleitorais e a inserção dos dados correspondentes a cada seção.
As mídias utilizadas nesse processo funcionam de maneira semelhante a cartões de memória. Elas recebem os programas da eleição, os dados do eleitorado e as informações das candidaturas, como nome, número e fotografia. Depois, os arquivos são transferidos para as urnas correspondentes aos locais de votação.
Concluída a carga, cada equipamento passa por testes e conferências. As urnas aprovadas recebem lacres físicos de segurança e ficam prontas para a etapa de transporte e montagem das seções eleitorais.
Distribuição considera as características do estado
O deslocamento dos equipamentos precisa levar em conta a distância entre os cartórios, os municípios e os locais de votação. A Justiça Eleitoral organiza a distribuição conforme as características de cada zona eleitoral, incluindo as necessidades de áreas urbanas, comunidades rurais e regiões de acesso mais complexo.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, a forma de entrega pode variar entre os tribunais regionais. Em alguns casos, as urnas são encaminhadas diretamente aos locais de votação; em outros, ficam sob responsabilidade das zonas eleitorais até a montagem das seções, normalmente realizada na véspera do pleito.
Além das urnas que serão usadas na votação, os tribunais mantêm equipamentos de contingência para eventual substituição. Essa reserva é utilizada quando há necessidade de troca por falha técnica ou outro problema identificado antes ou durante o funcionamento da seção.
Equipamentos não são conectados à internet
Durante a votação, a urna eletrônica opera de forma isolada, sem conexão com internet, redes Wi-Fi ou Bluetooth. A transferência dos dados ocorre por meio de mídias físicas preparadas pela Justiça Eleitoral.
O isolamento faz parte dos mecanismos de segurança do processo eleitoral. Antes do início da votação, a urna emite a zerésima, documento que comprova a ausência de votos registrados. Ao final, o equipamento imprime o Boletim de Urna, com a totalização dos votos daquela seção.
Com a preparação concluída, o desafio passa a ser garantir que cada urna chegue ao destino correto, dentro do prazo e em condições adequadas de funcionamento. A operação integra uma cadeia logística que envolve servidores, cartórios eleitorais, equipes de apoio e responsáveis pela montagem das seções em todo o Tocantins.